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Onde Termina a Dor

Helio Oliveira


Published by Helio Oliveira at Smashwords


Copyright 2017 Helio Oliveira


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Conteúdo



Capitulo 1: Como tudo começou

Capitulo 2: Diagnósticos e analises

Capitulo 3: Internamento

Capitulo 4: Volta a casa

Capitulo 5: De volta ao Hospital

Capitulo 6: Dor e sofrimento

Capitulo 7: Os finais

Sobre Elsa Oliveira



Capitulo 1

Como tudo começou


Estou tão feliz, pois após 4 anos à procura de emprego em qualquer área, consegui finalmente trabalho logo na minha área profissional e que eu tanto gosto.

Com a crise instalada no Mundo e na Europa e estando eu num país em recessão, com o desemprego a aumentar de mês para mês, ter conseguido esta oportunidade de emprego tão perto da minha casa e na minha área profissional, foi mesmo uma bênção, sem dúvida. Sinto-me por isso muito bem e feliz. Sinto-me bem comigo mesma, e com todos os que me rodeiam. O meu rosto sorridente, está ainda mais resplandecente. Sinto-me tão feliz, que faço este mesmo registo no meu diário, pois sei que a felicidade é feita destes momentos intermitentes. Vou então trabalhar com muito entusiasmo. Tanto que o cansaço que sinto, suporto de bom grado.

Esse cansaço trata-se com certeza de uma reação normal do meu organismo ao fato de ter estado tanto tempo sem ter uma ocupação regular, pensava eu.

Sorrio para a minha mãe quando, ao chegar a casa muito fatigada, ela diz que estou muito pálida. Já não é a primeira vez e sempre lhe devolvi as palavras com um sonante beijo na bochecha.

Mas agora as suas palavras têm um ar mais sério, mais grave e à sua sugestão de ir à médica, respondo desde a profundidade do sofá, com um “Está bem!” Mas a despachar o assunto.

Amanhã, depois de um bom repouso, volto para o meu trabalho com todas as minhas energias, pensei já com os olhos fechados e um sorriso nos lábios.

Acordei então já fatigada, mas a minha vontade forte e o meu único pensamento é ir desfrutar do meu trabalho.

Enquanto me encaminho para o trabalho, recordo a expressão da minha mãe no dia anterior, recordo as suas palavras e tomo mais consciência de como a fadiga realmente parece aumentar a cada dia.

– “Elsa, vamos trabalhar, isso vai passar”, pensei eu de mim para mim.

No final da minha jornada neste dia cheguei num estado que chocou os meus familiares de tão branca e exausta que estava. Finalmente convenceram-me a ir à médica.

Fiz análises que acusaram valores muito baixos da parte branca e vermelha do meu sangue. Juntando os resultados mais os sintomas de fadiga a médica foi perentória: anemia, foi o diagnóstico. Tomei então dos medicamentos mais fortes à base de ferro numa tentativa de colocar os valores nos níveis normais.

Em vão, pois, os sintomas agravaram-se e fui então transferida para Coimbra, para uma especialista em hematologia.

Lá voltaram a fazer exames e aumentaram a medicação. O meu corpo não reagiu de todo e os meus valores continuaram a descer. Disseram que poderia ser uma Mielofibrose, mas necessitavam de fazer exames mais completos.

Assim que saíram os resultados foi-me dito que estava gravemente doente, que era muito mais sério do que eu poderia pensar e que não tínhamos tempo a perder e tínhamos que agir rapidamente.

Não me deixaram sair do hospital sem fazer uma transfusão de sangue, pois as minhas defesas estavam muito baixas. Nem tive tempo de pensar no que estava a acontecer... Se tinha de ser, que fosse, pensei eu.

Queria ir embora o mais rápido possível e voltar para o meu trabalho. Mas ainda estive várias horas na sala usada para quimioterapia a fazer uma transfusão completa de sangue. Este dia foi o início para mim, do que já se tinha iniciado no meu corpo há tempo atrás e eu não sabia.

FOI ASSIM QUE TUDO COMEÇOU...


Capitulo 2

Diagnósticos e analises



Dia 01 de Janeiro de 2013, pela primeira vez o Almoço de Ano Novo da minha família Dolores foi no Hotel. Almoço organizado por mim a pedido do meu avô José Dolores.

Estive a trabalhar até as 08h:45m da manhã e depois fiquei lá no Hotel até as 12h à espera que a minha família chegasse. E às 20h do dia seguinte voltei a entrar para mais uma noite de trabalho no Hotel.

Dia 28 de Janeiro de 2013, saíram mais outros resultados das minhas análises de Sangue. Os meus valores baixaram drasticamente, apesar de estar medicada com «Ferrum Fol Hausmann». Parte branca e parte vermelha do sangue muito baixa, bem como as plaquetas que pela 1ªvez estão a 332.

Dia 1 de Fevereiro de 2013, foi então o meu último dia de Fisioterapia (onde eu tratava da minha paralisia que me deu no pé em pequenina), antes de ter que parar a mesma, em Aveiro, devido a estar com Anemia alta. O que me provoca um cansaço físico extremo.

Dia 04 de Fevereiro de 2013, soube a certeza de que estou com Anemia muito forte, dado os meus valores… e levei por isso neste dia outra transfusão de sangue. E fiz também o exame de medula e a Biopsia.

Para descobrirem mais sobre o meu diagnostico tiveram de me fazer uma coisa que eu não gosto nada. Aliás acho que ninguém em sua sã consciência gosta (o exame à medula), e dado que me fizeram este exame a ultima vez quando eu tinha cerca de 7 anos de idade, ao me dizerem que eu tinha que fazer novamente este exame eu tive uma reação de completo choro e pânico.

Mas depois de respirar fundo, finalmente, limpei as lágrimas e decidi seguir em frente. Mas este exame à medula que eu fiz aqui nada tem haver com o que as pessoas fazem para serem dadores de medula.

O exame que eu tive que fazer normalmente só quem tem Leucemia é que o tem que realizar: mandaram-me então deitar de lado numa maca e encolher os joelhos até ao queixo e ficar o mais quietinha possível. Enquanto que os médicos inseriam uma agulha pela minha anca, a fim de chegar ao líquido da medula para aspirar um pouco deste e levar para análise.

Posso dizer que aqueles momentos pareceram intermináveis, e eu que queria respirar fundo para suportar melhor a dor e nem isso podia ou me deixavam fazer pois ao fazê-lo ia-me mexer mesmo sem pretender. Nem quero que me lembre. Foi mesmo difícil e as dores ui… parece que ainda estou a recordá-las. Mas tinha que ser, não havia nada a fazer, eles precisavam disso para poderem avaliar ao certo o meu caso. Só aí poderiam então tomar medidas e decidir qual era o tratamento mais indicado para eu fazer.

Qual anestesia, qual quê, no meu caso específico nada resultou, por isso não gosto sequer de falar neste assunto, pois só de recordar começo-me logo a arrepiar e a lembrar das dores que eu senti, e ainda pensam as pessoas que fazer testes para ser doador de medula é difícil e é um sacrifício, o que é apenas uma espetadelazita para tirar um pouco de sangue, imaginem então o que eu e outras pessoas com Leucemia e outras doenças do género passamos, ter que nos submeter aos exames da medula e a outros com os mesmos fins.


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