Excerpt for Volúpia - O beijo na boca, A mordida no lábio, A língua penetrante, O desejo ardente. (Portuguese) by , available in its entirety at Smashwords

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VOLÚPIA

O BEIJO NA BOCA, A MORDIDA NO LÁBIO, A LÍNGUA PENETRANTE, O DESEJO ARDENTE.

SE EXISTE UM LIMITE PARA O DESPERTAR SEXUAL, AINDA NÃO FOI ALCANÇADO!







Edward Warrior











1ª edição



Rio de Janeiro – RJ

Edição do Autor

2016

Edição do Autor


Título original: VOLÚPIA


ISBN 978-85-919815-4-0


Formato: E-Pub

Requisitos do sistema: Adobe Digital Editions

Modo de acesso: World Wide Web

ISBN 978-85-919815-4-0 (recurso eletrônico)


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Copyright © 2016 – 919815

SUMÁRIO







































































Prazer sensitivo; satisfação obtida através dos sentidos: beber com volúpia. Excesso de prazer em geral: as volúpias do trabalho, do estudo. Prazer sexual de modo excessivo; luxúria, Libido. (Etm. do latim: volúpia). Desejo Profundo!”

PREFÁCIO



A pele macia transpira milhares de anos de desejo ardente de ser tocada e possuída, sente o calor do toque masculino e na sua maior intimidade exala um perfume que desperta os instintos contidos selvagens, escondidos nas mais remotas lembranças da mente humana.

Poder selvagem que corrompe a fé e dilacera o coração transformando-o em refém da própria vontade, luta incessante entre o Bem e o Mal, a Luz e as Trevas, sem a certeza de que ao final haverá vencedores ou vencidos, prostração voluntária da moralidade e dos bons costumes, consciência de uma morte certa.

Escravidão avassaladora do corpo e da mente, sentimento profundo de impotência e reação, veneração do incerto e proibido, hoje e sempre sem o preconceito da moralidade entre quatro paredes e apenas uma porta que jamais será aberta, revelando o segredo em seu interior.

Vida escondida de subserviência e da prostituição legalizada, o relacionamento trás para si os demônios encarcerados no interior da alma que aprisionada grita sem ser ouvida por incontáveis Eras atravessando os livros de história. Sublime atração pelo desconhecido e redenção da carne, rosada e apetitosa esperando ser degustada como um prato que se saboreia sem precisar que seja tocado.

O jogo de adivinhação começa agora e o prêmio será cada um que consiga desvendar o segredo destas palavras, as respostas não são difíceis, mas somente a pratica poderá levar à perfeição, e para quem não pratica não existe a Ascenção ao mundo do prazer e da Volúpia!

Uma guerra interior que não faz reféns e não aceita rendição, simplesmente coloniza o outro em toda a plenitude sem que exista qualquer mecanismo de defesa, até mesmo por que se existisse não seria utilizado. É quando se descobre que somos nossos piores inimigos!

Dominar e ser dominante não deixando que a razão sobreponha a excitação, tudo isso sem perder a delicadeza de saber controlar o corpo bem forte fazendo pressão sem machucar. Mas também, sem esquecer por algum momento, que os suspiros e os gemidos são uma linguagem de súplica que poucos sabem decifrar.

Caminho pela rua e percebo que tudo sob o meu ponto de vista á minha volta “transpira sexo”, anormal seria andar sobre a Terra como se ela me pertencesse e não abusar das oportunidades que convidam ao prazer. O convite está feito, mas não tenha curiosidade se não for capaz de percorrer o caminho até ao fim!

A Vida só é Vida quando Vivida na Vida de uma mulher da Vida!” - E.W.











Volúpia



No divino impudor da mocidade,
Nesse êxtase pagão que vence a sorte,
Num frêmito vibrante de ansiedade,
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade...
A nuvem que arrastou o vento norte...
- Meu corpo! Trago nele um vinho forte:
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do sol quando te abraço,
Cravados no teu peito como lanças!

E do meu corpo os leves arabescos
Vão-te envolvendo em círculos dantescos
Felinamente, em voluptuosas danças...

Florbela Espanca (1894-1930), em "Charneca em Flor”.

O Beijo

Para muitos o primeiro beijo é uma lembrança distante de uma época passada há milênios, mas nem sempre foi assim. A expectativa de encostar os lábios em outra pessoa e não saber exatamente a sensação que irá experimentar, ou a reação do corpo á nova invasão de seus domínios, acaba por fazer desta uma experiência sublime ou um completo desastre para o restante de nossas vidas.

- Mas afinal, o que é o beijo?

O beijo é o morango inacabado depois de mordido de forma lenta e ainda doce, é a uva que goteja seu sumo pelo canto da boca escorrendo pelo queixo. A saliva que adocica mesmo antes de provar é o termômetro que mede a temperatura das paixões e a fraqueza dos corpos que desfalecem sem morrer.

O bom beijo pede lábios macios e ávidos, carnudos e molhados, levemente umedecidos que convidam á exploração do restante do corpo. Não tem pressa, mas precisa de “momento” ou será apenas mais um beijo, demonstra interesse usando seu apelo sexual, olhos intensos, cintilantes e penetrantes que desafiam seu julgamento mesmo antes de conquistar o seu intento.

Não basta apenas encostar a boca e permanecer imóvel, é preciso que a ponta da língua contorne demoradamente os lábios em movimentos circulares como se fosse uma fruta precisando ser saboreada, sucedida de uma penetração profunda do interior da boca do amante, explorando todos os seus segredos no degustar da fêmea ou do macho em toda a sua delicadeza.

É a mordida que o lábio inferior reclama que ao final soa quase como um desafio de seguir adiante, enquanto os olhos febris insistem em permanecer semicerrados e suplicam para que o restante do corpo se insinue na sua mais explicita forma de desejo.

É bem diferente do suave beijo da afeição que transporta os sentimentos mais simples e sem intenção, torna-se perante o amante uma reivindicação de possessão corporal que não pode ser impedida. Sublime desejo de controle do próximo por meio da coação sentimental, outrora simples cumprimento na face, testa ou nariz, nada é mais insinuante do que o próprio beijo.

Doçura, tortura ou travessura, o que é certo é que nada é certo quando se beija a pessoa amada com paixão e volúpia, as mãos que trabalham para intensificar o beijo se insinuam por todo o corpo deixando-o pronto para ser absorvido sem resistência pelo conquistador de forma a que a rendição seja incondicional.

O amor não faz prisioneiros, não cativa reféns, apenas inspira o desejo dos apaixonados para que seus corpos e mentes se complementem apesar das diversidades. O beijo soa como o primeiro contato, um convite á descoberta do desconhecido entre espécies distintas e que se digladiam por toda a eternidade sabendo que são opostas e por esse mesmo motivo se atraem.

O Beijo é a arte suprema de amar o outro sem lhe fazer críticas, é a certeza de que somos divididos em duas partes que se fundem ao serem tocadas.

A Saia

Mãos atrevidas que em gestos casuais caminham por debaixo da saia procurando o calor no centro do corpo. A umidade que toca e escorrega, permitindo que se contraia apertando o invasor, que ainda suado, sai procurando um ar que convida a respirar...

Desejo latente e incondicionado que percorre as coxas macias e torneadas quentes e roliças, sensação de despreparo e insegurança quando ao toque da ponta dos dedos solta um gemido de prazer abafado pelo beijo quente e molhado que obriga á continuidade.

O corpo arqueado e curvilíneo transporta seu oponente para uma guerra de movimentos sem fim, o braço que prende e a mão que solta, na tentativa de dominar a figura esguia que se contorce por debaixo do homem que impõe sua vontade sem resistência.

O calor da boca que percorre a nuca sem pressa e que se se fecha no pescoço com os lábios drenando um sangue que não sai, deixando a marca encarnada impressa sobre a pele alva e aveludada da prisioneira que ensaia que foge enquanto o caçador finge que caça.

Sob a saia curta e misteriosa está um mundo de contemplações de um segredo a ser desvendado, nenhum é igual ao outro nem mesmo quando nascem do mesmo parto com diferença de segundos e mesmo sendo almas gêmeas não se comportam da mesma maneira nem exalam o mesmo aroma da carne em desejo.

A saia longa que desde os tempos da criação outrora cobria o que deveria ter permanecido a descoberto, escondeu a beleza inferior feminina a “Sete Chaves” para deleite de poucos, apenas os escolhidos possuíam a permissão de gozar dessa visão ainda que não tenham sido eleitos, muito menos os primeiros.

Homens atrevidos esconderam-se debaixo delas enquanto suas donas abanavam os leques pelo calor que as invadia daquela intromissão da língua entre as pernas que não podiam deixar que fosse percebida. Artigo que evidencia a sensualidade feminina nem devassá-la por completo, mas convidando a olhar continuamente na descoberta de seus segredos interiores.

As pernas compridas de coxas roliças delimitadas pela minissaia que estabelece uma fronteira entre o desejo e o intocável parque de diversões que se abre com o apertar correto dos botões. Isto é Volúpia! A deusa da virtude fruto da união entre Eros, o deus do amor e Psiquê, a personificação da alma. É o desejo de consumir a si mesmo nos braços de outrem por toda a eternidade.

Volúpia é desejar ter e sentir o amor profundo e correspondido que assola nossa alma na incansável busca pelo perfeito, certeza absoluta que não estamos sós neste imenso universo e que em algum lugar nosso par anseia por nos experimentar a qualquer momento, seja com um toque de mão, beijo ou simplesmente pela troca de olhares mesmo que distantes.

A saia, o beijo, a mão, o olhar, são a mais perfeita expressão física de afeição entre duas pessoas e podem ser avivadas pelo paladar, tato e olfato. O Sexo tem cor, cheiro e exala calor. Deixe seus sentidos fluírem.

Capítulo I

Rose Parker

O primeiro beijo que David North se lembrava tinha ocorrido aos seis anos de idade e não foi apenas um leve tocar de lábios entre duas crianças que não sabiam ao certo o que aquilo significava, mas um contanto profundo que uniu duas almas que pareciam ter tudo em comum, mesmo que jamais viessem a ficar juntos no decorrer de suas vidas. Outros beijos foram experimentados entre eles e mais tarde David perceberia que não era uma pessoa comum, mas sim uma criança precoce que na passagem do tempo evoluiria para se tornar um homem diferente, apenas isso.

Pode-se dizer que Rose Parker foi a primeira namorada levada a sério, antes disso eram apenas alguns beijos sem segundas intenções ainda que o corpo insistisse em provar ao contrário. Era inicio de 1978 e prometia ser um grande ano, o grupo de amigos ao qual pertencia era muito dinâmico e tinha uma coisa bastante favorável, também era misto de meninos e meninas quase todos da mesma idade, ressalvando um ou outro que eram ligeiramente mais velhos, cerca de um a dois anos.

Residiam em todos em Kingston na província de Ontário no Canadá, uma pequena cidade com pouca densidade demográfica que vivia do turismo, por outro lado, muito aconchegante e o divertimento da época baseava-se em frequentar a escola pela manhã, estudar um pouco na parte da tarde e aproveitar o restante do dia ao máximo junto dos amigos.

As conversas sempre giravam em torno de banalidades, em geral eram amenas e abordavam desde o que fazer no fim de semana até acontecimentos recentes, complementava-se a diversão com alguns jogos didáticos e ao anoitecer concentravam-se em algum dos jardins das casas onde moravam para encerrarem o dia.

Rose Parker era um ano mais velha do que a irmã Emily, que fazia parte do grupo de amigos, mas por qualquer motivo desconhecido não gostava de se misturar, estava sempre ocupada lendo alguma coisa que considerava interessante ou escutando música, não era dada a confraternizar com outros da mesma idade ou mais velhos.

O primeiro encontro entre eles deu-se ao acaso quando um dos rapazes fez 15 anos e decidiu reunir os amigos mais próximos, foi uma festa de grande sucesso em que todos puderam dançar e o melhor ainda era perceber que as meninas se mostravam bastantes receptivas aos convites.

Emily fez um esforço enorme para tirar a irmã de casa e levá-la consigo, parecia um trabalho interminável tentar provar que o grupo de amigos ao qual ela pertencia proporcionava momentos fantásticos de divertimento. No grande salão de baile havia mais espaço do que pessoas, mas isso não importava e sim o modo como se comportavam, sabendo-se que muitas das meninas eram desejadas por outros rapazes e que aquela talvez fosse a única oportunidade que alguns teriam de se aproximar.

Havia a música rápida e as danças lentas que aproximavam os casais recém-formados ou por formar, mas David North não estava á caça pensava apenas em diversão junto aos amigos, contava com 14 anos, tinha uma aparência normal, peso equivalente e estatura alta, o que dava a impressão de ser ligeiramente mais velho. Isso por um lado era bom, impressionava as meninas que não queriam ninguém mais novo do que elas, era consenso geral que amadurecem mais rápido que eles isso também explicaria serem mais suscetíveis aos convites dos rapazes mais velhos.

Mas no grupo ao qual pertencia não havia uma que lhe interessasse ou vice versa, eram muito bem entendidos sobre isso. Mesmo quando faziam brincadeiras de adivinhação ou de roda em que as penalizações eram beijos na boca, nenhum dos participantes se intimidava, mas todos sabiam que ele, David, era o que beijava melhor de todos do grupo. Nesse aspecto as meninas sempre torciam para serem beijadas por ele, entendiam isso como um aprendizado a seguir.

Rose permanecia sentada na mesa com outros amigos enquanto ele pegava algumas bebidas disponíveis na farta mesa próxima da entrada, Emily fez um aceno para que ele se juntasse ao grupo, o que não recusou e caminhou na direção da mesa. Não percebeu logo de imediato que Rose Parker estava reunida ao grupo por estar tão pouco participativa no restante das conversas que discorriam animadas entre uma música e outra que tocavam incessantemente.

Somente quando a musica lenta começou e houve várias trocas de olhares entre os presentes por todos os lugares e que em bando convergiam para o centro da pista de dança, como se tivessem ouvido um chamado de acasalamento, ficaram apenas ele e ela sentados.

Foi quando reparou pela primeira vez como ela era muito bonita, já a conhecia sem dúvida, tinham trocado poucas palavras nesse período além do necessário, por isso todos a achavam estranha, mas ele não a considerava assim, apenas uma garota com gostos diferentes e atitudes equivalentes.

O silêncio entre ambos na mesa era constrangedor e não parecia adequado que se perpetuasse por um longo tempo olhou-a novamente com atenção – a pele era morena e lisa, aprecia muito macia e aveludada, o cabelo castanho ondulado ficava-lhe muito bem e era volumoso, mas não escondia seu rosto de forma alguma. Deveria ter pouco mais de 1,60m e o corpo bem feito pelo que já tinha visto em outras ocasiões, mas nunca havia pensado nela como uma possibilidade -.

O mais provável era que ele se encantasse por Rachel Wessel ou uma de suas duas irmãs que acabavam de mudar para uma das casas ao lado que estava para locação como muitas outras na localidade e que não participavam da festa por algum motivo que desconhecia já que tinham sido convidadas. Ainda assim, resolveu puxar assunto;

- Então Rose, o que está achando da festa? – perguntou-lhe sem rodeios de qualquer natureza.

Por instantes pareceu-lhe que ela o fuzilava com o olhar. – Você é David o beijador não? – chegou mais perto da mesa para ver melhor.

- Não só David, David North! – disse com evidente surpresa e já quase arrependido de ter iniciado aquela conversa, tinha certeza que acabaria mal, muito mal.

- Sim o beijador! Todas falam que você beija muito bem! – ela recostou-se novamente na cadeira desconfortável onde estava e que a obrigava a estar sempre mudando de posição.

– Mas em resposta á sua pergunta, não gosto muito de festas, mas esta parece boa, todos estão se divertindo pelo menos ao que parece! – Olhava-o de forma desinteressada.

- Sim todos estão se divertido ao que parece! Disse olhando para onde se concentrava a diversão – “menos eu!” – pensou em seu íntimo, mas não se arrependia de estar na companhia dos amigos.

- Venha! Vamos dançar! – Rose estendia-lhe a mão para que ele se levantasse e fossem dançar.

Foi tomado por um sobressalto, era a primeira vez em que o convidavam para dançar e achava que alguma coisa estava errada, deveria ter sido ao contrário o convite deveria ter partido dele, - “assim é o protocolo!” – pensou, mas nem a isso se atrevera, ainda mais com Rose Parker.

A impressão que David tinha era de que a festa havia parado apenas para observarem o que consideraram a coisa mais improvável que pudesse acontecer, duas criaturas tão opostas caminhando para a pista de dança, para dançarem abraçados. Era no mínimo esquisito para todos os presentes.

Rose o puxava pela mão e ele aprecia oferecer alguma resistência o que não era verdade, mas também não era comum ver uma menina conduzindo um rapaz para qualquer lugar que fosse. Pararam no que ela considerou o lugar ideal, rodopiou sobre os próprios pés e aproximou seu corpo do dele, tão próximos que podiam sentir o calor um do outro isso a deixou desconfortável, mas sentiu-se atraída. David era um ano mais velho que ele e sabia disso, mas ela também não aparentava a idade que tinha, parecia ter quase 15 anos, isso era certo.

Encostou ao peito dele, o queixo do rapaz ficava na altura exata da cabeça dela procurou mantê-lo assim sem encostar para que ela não ficasse constrangida por ser bem mais baixa que ele. Andavam em circulo vagarosamente no ritmo das músicas românticas que alternavam entre sucessos italianos e um misto de títulos americanos e ingleses.

Sentiu que ela se acomodava mais a seu corpo e aquilo satisfez-lhe de imediato, já tinha dançado com outras meninas do grupo de amigos inclusive com Emily a irmã dela, mas por motivos que desconhecia sentiu que tinha que protegê-la de alguma forma e naquele momento seus braços eram tudo o que ele tinha.

Rose olhou pela primeira vez para ele ainda abraçada e com a voz rouca disse-lhe: - Você dança bem David beijador! – permaneceu olhando-o por alguns instantes antes de recostar novamente a cabeça em seu peito.

A música acabou e as luzes acenderam, mudariam o ritmo logo em seguida e só quem queria pular e exercitar bem a arte da dança permaneceria no lugar, assim houve uma debandada dos casais formados de volta para as mesas, enquanto os desgarrados continuariam a “Dança do Acasalamento” como gostava de chamar.

O silêncio absoluto foi o que se seguiu entre eles na volta para onde os amigos já os esperavam sentados, ela não percebeu que ainda o conduzia pela mão em direção á mesa e só quando Emily chamou a atenção, que ela se deu conta e com as faces coradas retirou-a rapidamente.

- Os pombinhos gostaram da dança? – dizia Emily visivelmente tentando embaraçar a irmã.

- Não poderia ter sido melhor, Rose dança divinamente! – David saiu em sua defesa, ainda olhando para Rose que se acomodava na cadeira desconfortável novamente. Notou que alguma coisa mudara no comportamento dela nos últimos momentos.

- Ora, ora! Temos um príncipe encantado defendendo a sua princesa! – Emily retrucou sem demora. David achou melhor não responder, mas notou as faces rubras de Rose ao comentário da irmã.

David achou que por aquela noite já era diversão o bastante, a festa de aniversário não tardaria a acabar, despediu-se dos amigos presentes e foi em direção á porta.

A noite estava linda, uma lua cheia e redonda iluminava tudo o que podia ser visto a olho nu, resolveu observar um pouco o mundo exterior enquanto ainda ouvia a musica abafada que vinha do interior do grande salão. Houve um leve aumentar da sonoridade como uma porta que entreabriu e se fechou durante a passagem de alguém para o exterior onde ele estava, não se enganou, Rose estava agora ao seu lado olhando o mesmo céu que ele.

- É lindo não? – disse-lhe em voz baixa e eloquente.

- Sim, muito! E pensar que está ali há bilhões de anos e a maior parte das vezes nem nos damos conta de que ela existe! – Ele falava por pensar que a vida corria muito rápida e ninguém contemplava as maravilhas da natureza da forma ou com a atenção adequada.

Rose deu um passo á frente, virou-se, abraçou-o novamente pela cintura e implorou: - Beije-me David, quero saber se você é bom mesmo! – olhou diretamente nos olhos do rapaz.

Ele baixou a cabeça e desejou beijá-la sem saber o motivo. Os lábios se encontraram e ele fez pressão contra os dela, a boca de Rose entreabriu-se para que ele introduzisse a língua iniciando a exploração daquela boca que parecia nunca ter beijado outro alguém e não estava enganado, era o primeiro beijo dela e que estava se arriscando num mundo desconhecido.

Não contaram o tempo em que se beijaram consecutivamente, foram interrompidos pelo som ambiente que novamente chegou aos ouvidos deles seguido de alguns comentários inoportunos.

- Era só o que faltava! – Emily colocou as mãos na cintura enquanto falava olhando para a irmã – vocês formam um casal muito bizarro! – cruzou os braços e ficou batendo a ponta do pé direito no chão em sinal de desaprovação.

- Foi só um beijo! – Rose afastou-se ainda olhando para David e passando levemente a ponta da língua entre os lábios enquanto seguia a irmã.

- Não quero saber! Vamos para casa Rose Parker, devia estar envergonhada! E você David, deveria saber que ela nunca tinha beijado ninguém e tinha que ser logo você? O beijador de plantão! – estava visivelmente irritada.

David permaneceu imóvel vendo-as se afastarem enquanto ficava se lembrando do beijo quente e demorado que acabara de acontecer, teria que pensar melhor no assunto. Foi andando para casa que ainda ficava pelo menos a dez minutos de distância a pé e até lá teria tempo suficiente.

- Me conta como foi Rose! Seu primeiro beijo! – Emily havia mudado totalmente de comportamento agora sozinha com a irmã, queria saber mais sobre o acontecido.

- Achei que você desaprovava Emily! – andava ainda de cabeça baixa junto com a irmã.

- Ele beija muito bem não é? Amo quando ele beija e me aperta! – Disse Emily sem rodeios.

- Você gosta de beijar David? E Robert seu namorado, se ele descobrir? – Rose estava horrorizada.

- Não, você entendeu tudo errado! Só nos beijamos durante as brincadeiras que fazemos não tem maldade, mas o beijo dele é simplesmente Divino. – Não escondeu o quanto apreciava ser beijada por ele mesmo durante os momentos de divertimento entre todos os amigos.

- Eu senti coisas, meu corpo tremeu e acho que fiquei suada nas mãos e em outros lugares. – Sentiu o ciúme na voz da irmã durante os comentários.

Não conversaram mais sobre o assunto, mas Emily sabia muito bem do que ela estava falando, aquele beijo era simplesmente sublime e contagiante, já estivera nessa situação, até mesmo com ele, David.

Não se viram novamente até que Rose resolveu procurá-lo em seu próprio território, junto ao grupo de amigos. Os olhares pela presença dela, que era no mínimo inusitada levantou suspeita entre todos, mas ela sabia o que queria e logo perguntou pelo que procurava.

– Olá! O David está por aqui? – esperou que alguém respondesse.

- Está vindo, chega daqui a pouco! – Robert que era o mais velho do grupo com 16 anos respondeu-lhe olhando para Emily que estava ao seu lado e que só deu de ombros sem falar com a irmã.

- Vou esperar então! – Sentou-se um pouco afastada escutando as conversas sem sentido que aquele grupo de amigos fazia entre si.

David chegou como sempre sem que desse conta que havia uma nova personagem no grupo e cumprimentou todos da forma usual com apertos de mão para os rapazes e beijos no rosto para as meninas. Rachel Wessel a nova integrante corou ao ser tocada no rosto pelos lábios dele.

Robert apontou com os olhos a menina que estava solitária sentada perto de um canteiro de flores perdida em pensamentos. Não havia motivo para que ele não a cumprimentasse e decidira não procurá-la somente pelo constrangimento que ela havia sofrido no dia da festa.

- “Emily podia ser muito cruel quando queria!” – pensou enquanto caminhava para saudar Rose Parker que já o tinha visto em sua direção.

Ela levantou-se enquanto ele se abaixava para beijar-lhe o rosto como era costume, mas não teve a oportunidade esperada. Rose virou o rosto de forma que a boca dele encontrou a dela e ali permaneceu para assombro de todos os que presenciavam a cena.

Emily foi a única que falou enquanto Rachel saía do ambiente em silêncio.

– Acho que vou vomitar depois de ver essa cena triste! – Robert deu-lhe uma cotovelada de leve, para que não interferisse.

David pegou a mão de Rose e saíram de onde estavam, foram para um lugar onde tinham mais privacidade e não seriam incomodados. Por alguns instantes preocupou-se em tentar esclarecer as coisas, não tinha certeza do que estava acontecendo.

- Você já namorou antes? – Perguntou-lhe querendo saber mais sobre a menina á sua frente que gostara do seu beijo.

- Não! Você será o primeiro se quiser... – fez uma pausa esperando ver a reação dele.

- Sim, quero sim! Você será a minha primeira namorada também! – Beijou-a novamente de forma cálida e descontraída enquanto ela tremia ao contato com o corpo dele.

Nas semanas seguintes Rachel simplesmente não apareceu, mais precisamente nos momentos em que David estava presente, mas ele não procurou entender, pois não havia razão para isso, por outro lado seu namoro com Rose evoluía e passaram a ter mais intimidade entre eles.

As carícias foram ficando mais intimas para o jovem casal de namorados e ele a tocava em partes do corpo que ela se mostrava disposta a consentir, mas sem que ficasse exposta, ele por sua vez permitia que ela o tocasse por completo e estavam explorando os próprios corpos com evidente curiosidade.

Rose gostava de ser beijada enquanto ele a pressionava contra a parede colocando seu joelho entre as pernas dela, era uma sensação que lhe dava muito prazer e não a devassava.

– Adoro quando faz isso, David beijador! – sussurrava ela em seu ouvido.

Ele por sua vez esforçava-se para lhe acariciar os seios com os polegares enquanto colocava as mãos debaixo de suas axilas, mas ela o impelia para baixo não deixando que “avançasse o sinal!” como gostava de dizer e que ela mesma havia estabelecido.

Por outro lado ela não se incomodava em tateá-lo por completo inclusive no meio das pernas e admirava a rigidez com que ele ficava quando a beijava. Tinha curiosidade sobre o assunto do sexo, mas sabia também que a idade de ambos não condizia com a prática, seria muito precoce e havia prometido a seus pais que não cometeria enganos de qualquer tipo nesse sentido.

Ainda assim, estava disposta a brincar o máximo possível, sem chegar ás “Vias de fato”, mas para isso precisaria baixar alguns dos seus próprios sistemas de segurança. Estavam no estacionamento de um evento internacional, uma feira, em que os jovens tinham sido recrutados para participarem como apoio logístico, era um evento anual e não seria a primeira vez em que participariam. Eram tantos veículos espalhados e estacionados ordenadamente naquele mundo mecânico que ninguém os perceberia por completo.

David recostou-se na lataria de um carro esportivo e alto que permitia que seu corpo ficasse levemente inclinado, estava namorando Rose já fazia três meses e adoravam o tempo que passavam juntos. Ela encostou-se por sobre o corpo dele enquanto se beijavam e mais uma vez as mãos masculinas por debaixo das axilas da namorada procuraram os seios pequenos e bem feitos que estavam sobre a blusa justa, não encontrou resistência pela primeira vez, o que lhe deu muito prazer.

Ela aproveitou para encaixar um pouco mais o corpo contra o dele para sentir a rigidez próxima a si, e com bastante sucesso. Entreabriu as pernas para que ele encaixasse a perna dele pelo meio e pressionou as coxas para prendê-lo, que também não foi difícil para sua alegria.

Ainda que estivessem ao ar livre o ambiente ao redor estava extremamente quente, suavam nas mãos, rosto e por debaixo da roupa, mas tirá-las não era uma opção por vários motivos e o fato de estarem ao ar livre não era um deles. Arriscou em suspender um pouco a blusa apertada para poder tocar-lhe os seios por debaixo, o que fez sem dificuldade sem que ela precisasse ficar exposta ou constrangida. A blusa preta e apertada servia bem ao propósito.

A única coisa que separava as pernas dos dois, da qual a dele era agora prisioneira entre as dela eram as calças jeans que ambos usavam e neste momento serviam de proteção para ambos. Mas isso não a impediu de iniciar leves movimentos de subida e descida em sua perna enquanto beijava e soltava breves gemidos.

David percebeu que ela utilizava sua perna entre as suas para se excitar e com certeza conseguiria atingir seu objetivo em pouco tempo, na medida em que os gemidos abafados pelos beijos se intensificavam. Não demorou para que o corpo de Rose ficasse imóvel e trêmulo enquanto ela mordia o lábio dele entre os seus até que sentiu o gosto de sangue.

- Desculpe meu amor! Não queria machucá-lo! – afastou-se ainda suada e trêmula. Passou os delicados dedos pelo lábio ferido de seu namorado.

- Não, não tem problema! – David pegou-a pelos dois punhos e trocou de posição com ela pressionando-a contra o automóvel atrás dela e que tinha servido de contenção para o corpo dele.

Beijou-a da forma que melhor sabia e ela se sentiu acuada, não escaparia daquela investida a menos que ele permitisse e se o conhecia bem, um “não!” seria o suficiente, resolveu arriscar deixando levar-se pelo desejo que sentia por ele até que percebeu que tudo poderia acontecer ali.

- Não... – foram suas palavras que tentou engolir para que ele não escutasse enquanto as pronunciava. Mas ele tinha boa audição, sabia o que significava, porém não se deteve.

- Não David meu amor! Por favor, não! – sentiu que a pressão parara de imediato, não se enganara quanto a ele – eu não vou conseguir resistir se continuarmos e não acho que possa, fiz uma promessa, pretendo cumpri-la se você deixar... – baixou a cabeça envergonhada.

David respirou fundo, pesou as consequências dos seus atos e lembrou-se que a educação que tivera não permitia seguir adiante. Foi uma das primeiras lições que sua mãe lhe ensinara sobre mulheres e pretendia respeitá-las em todas as circunstâncias.

Beijou-a na testa depois no rosto e novamente na boca, apenas os lábios. - Você é deliciosa e ainda que eu não a tenha provado por inteiro, pelo menos tive uma boa sensação de como poderia ser! – pegou-a pela mão e caminharam em direção ao grande centro de eventos onde todos imaginavam que aconteciam as ações sem saberem do ocorrido no estacionamento.

Mas nem todos tinham ficado absortos na grande feira, Emily suspeitava que sua irmã pudesse ficar vulnerável nas mãos de David que beijava tão bem e que ela mesma considerava um dia poder namorá-lo mesmo que tivesse que abrir mão de Robert seu namorado.

Por alguns momentos quis estar no lugar de Rose, nos braços dele e deixando-se consumir por todo aquele calor que mesmo à distância estava sentindo que invadia seu corpo. – “Se eu não puder tê-lo para mim, ninguém mais o terá!” – continuou observando-os até que se juntaram ao restante do grupo, o único que havia dado pela sua falta fora justamente seu namorado Robert que impaciente a abraçou assim que chegou.

- Desapareceu Emily! Está tudo bem? – perguntou-lhe passando a mão no cabelo sentindo o que ela ardia de calor, mesmo na temperatura ambiente que era amena.

- Está tudo bem sim! Só querendo ir para casa logo! – e com isso pôs fim á conversa com Robert que por sua vez não era de muitas palavras.

Rose não apareceu pelos dias seguintes e isso o incomodava, mas sabia que os pais dela não aprovavam o namoro por considerarem que eram muito novos para terem um envolvimento amoroso, ele por outro lado sempre fora ensinado que o verdadeiro amor não tinha lugar nem idade.

Foi Emily que lhe trouxe a notícia devastadora que ela não mais o veria pelo ocorrido no estacionamento e que já era do conhecimento de seus pais, sabiam que ele a tinha forçado a beijá-lo contra vontade.

- Isso não é verdade Emily e você sabe disso! – David estava irritado por ter sido julgado, sentenciado e ao que parecia seria condenado também, sem direito a defesa.

- Não sei do que você está falando David! Só sei que você tentou abusar de minha irmã e isso não posso permitir! – fitava-o diretamente nos olhos como se quisesse feri-lo intencionalmente.

- Para perdermos uma coisa precisamos primeiramente possuí-la Emily e você nunca me terá! – não desviou o olhar da irmã de Rose Parker que agora estava fora do seu alcance para todo o sempre – eu vi você no estacionamento nos observando, hoje todos nós perdemos! Lembre-se disso pelo resto de sua vida! – virou-se e foi-se embora.

Emily não se moveu, apenas o olhava distanciando-se do lugar onde o grupo sempre se reunia, não havia percebido que Robert estava a alguns metros de distância encoberto pela vegetação dos jardins onde costumavam se esconder para “roubarem beijos” uns dos outros. Aquilo havia caído como uma faca no seu coração, mas sabia o que era certo e errado e tomaria uma decisão nos próximos dias.

Foi a primeira lição de amor perdido que David recebeu da vida, sabia que não tinha idade suficiente aos seus 14 anos para filosofar sobre o assunto, mas assim como os pistoleiros no velho oeste, filmes que adorava ver, foi a primeira cicatriz de guerra que obteve neste duelo. Só voltaria a encontrar Rose Parker por acaso quase cinco anos depois, não foi um encontro amoroso muito menos de amizade, mas de cumplicidade não concretizada que ainda depois disso não evoluiu. Simplesmente parou antes de começar.

No prazo de uma semana Robert terminou o namoro som Emily sem que precisasse dar algum tipo de explicação foi o troco por ter sido enganado em seus sentimentos, ainda mais por ter prejudicado seu melhor amigo numa aventura amorosa. As mulheres poderiam ter muitas coisas entre si, mas os homens salvo raras exceções são leais uns aos outros e ele era amigo dos seus amigos e assim o seria pelos 40 anos seguintes.

Iniciação

Rachel, Rhonda e Robin Wessel eram três irmãs que tinham vindo de outra província para residir em “nossos domínios” pelo fato do pai ser transferido devido ao cargo que ocupava na empresa multinacional. Rachel sem dúvida era a mais bonita – tinha quatorze anos, 1,70m de altura e pernas bem roliças, os cabelos negros escorridos até á altura da cintura e os olhos pareciam duas perolas da mesma cor. - Mas o que mais a destacavam eram os dotes físicos, pernas compridas e roliças, e curvas bem acentuadas. A única coisa que não a favorecia era o fato de ser diabética desde nascença e requeria constantemente cuidados especiais, que os amigos recentes de forma geral se preocuparam em saber como proceder e detectar os sintomas em caso de emergência.

Viu com bons olhos a separação de David e Rose, isso poderia abrir caminho para ela que já o beijara em ocasiões diversas durante os jogos de tabuleiro que exigiam tarefas desse porte, evidentemente pré-acordadas entre todos, especialmente as meninas que adoravam beijar os rapazes, mas nem todos...

Para David seu ombro amigo foi o primeiro que apareceu depois de ter sido, recém-dispensado por “justa-causa”, e ainda que não estivesse preparado para entrar em outro relacionamento, viu no carinho recebido uma chance de esquecer Rose Parker. Robert por sua vez, não se fez de rogado como se diz no dito popular e logo que descartou Emily propôs namoro a Rhonda Wessel que aceitou prontamente como se estivesse á espera desde sempre.

Os jogos no fim de noite continuavam a serem feitos por todos os participantes e invariavelmente alguém conseguia um beijo e era muito difícil que a partir dali, não houvessem outros envolvimentos, eram adolescentes e estavam em franca expansão de exploração da própria sexualidade, mas David decidiu que para ele já tinha sido o suficiente entre o grupo de amigos e evitou entrar nas brincadeiras que o relacionavam com os beijos.

Isso deu uma nova dinâmica ao grupo que passou a sair mais para o ambiente exterior à procura de aventuras do que permanecerem num circulo fechado. Não tardou para que as amizades se ampliassem até mesmo para Rachel que vinha demonstrando interesse em estreitar os relacionamentos com David, ele tentava se esquivar, mas a tração entre ambos crescia para quem quisesse notar.

O despertar sexual de David durante o breve namoro com Rose tinha sido irreversível, é claro que durante a adolescência se sentia atraído por algumas meninas, mas nunca pensara a sério na conotação sexual desses anseios, agora tudo estava diferente, percebeu isso quando se sentou ao lado de Cláudia na aula de História.

As salas de aula eram temáticas e obrigavam a que mudassem constantemente entre uma e outra para poderem usufruir plenamente dos ambientes, esta especificamente era ao estilo antigo com as mesas de estudo feitas de carvalho escuro e continuas que comportavam até seis alunos de uma única vez, totalmente fechadas pela frente a aberturas laterais em pequenos corredores.

Eram posicionadas de forma escalonada em degraus ascendentes a partir do chão, ao centro da sala ficava a mesa da professora com um pequeno lago em frente ao baixo relevo no formato do mapa-múndi. Nas paredes ainda em relevo exibiam quadros de pedra de várias personalidades histórias que variavam desde Hamurabi até outras personalidades históricas mais contemporâneas.

Cláudia era filha de um dentista famoso e já haviam estudado em grupo na casa dela em outras ocasiões, no colégio não costumavam ficar próximos, mas naquele dia em especial ele estava sentado na ponta da mesa, ela ao seu lado e outros colegas completavam a sequencia até à outra ponta. Era quase impossível permanecerem juntos sem que as pernas se tocassem, o que não era de forma nenhuma desagradável, mas no caso dele específico aquilo agora lhe distraia a atenção da matéria que estava sendo ministrada.

O que mais admirava em Cláudia eram as pernas bem feitas, ela por si só era uma adolescente bonita e atraente ainda que não “fosse o seu gênero!” por assim dizer, mas sentada ao seu lado e sentido o calor que ela transferia para o corpo dele, não pôde deixar de sentir uma excitação crescente.

A saia azul escura pregueada até um pouco acima do joelho subia ligeiramente quando ela se sentava chegando até á metade das coxas e isso ainda que não fosse uma visão obscena era sem dúvida cativante e sentado ali tentando ler a matéria nos livros, a única coisa que lhe vinha á mente é o que estava por debaixo da mesa de estudos e daquela saia curta.

A mão direita dele fingiu pegar alguma coisa no bolso da calça que estava comprimido junto ao corpo de Cláudia que não estranhou a movimentação já que o lugar era apertado de verdade, não havia nada para pegar no bolso, mas foi a desculpa que precisou para colocar a mão sobre a coxa esquerda da colega de turma.

Ela sentiu o toque e não se mexeu, continuou olhando para a professora que discursava no centro da sala de estudos sobre os Hititas, ainda que tivesse parado de ouvir o que ela dizia quando sentiu o toque em sua perna, disfarçava muito bem. A mão ainda pousada sobre a perna dela percorreu por várias vezes a coxa em movimentos que somente os dois poderiam perceber, sentia a bainha da saia bater no pulso e deixou que a mão percorresse um caminho vagaroso pela parte interna da coxa em direção ao centro, Cláudia não mostrou resistência de nenhum tipo, deixou que as pernas de entreabrissem e quando a mão dele chegou ao centro de calor ela retesou o corpo ainda fingindo prestara atenção na aula e fechou as coxas fortemente aprisionando a mão dele que agora suava.

Não se olharam no período em que isso acontecia, nem mesmo trocavam qualquer tipo de palavras e ele não tentou tirar a mão até pouco antes de a aula terminar, o que foi cerca de vinte minutos depois, quando ela deu um suspiro mais demorado e apertou a mão dele com as coxas um pouco mais fortemente afrouxando-a segundos depois. Antes de afrouxar as coxas ela segurou a mão dele quente e úmida que ainda estava no centro do seu corpo, e a colou devagar sobre a perna direita dele.

Aproximou-se de seu ouvido enquanto todos se levantavam despercebidamente para irem para a próxima sala de aula e não notaram o que acontecia entre eles e por debaixo daquela mesa centenária: - Obrigada por ser tão atrevido David! – sussurrou pegando o material que estava em cima da mesa e saindo junto com os demais.

Ele continuou sentado ainda com a mão quente e molhada olhando-a sair abraçada aos livros sem olhar para trás, a saia contornava bem o seu corpo e que ele considerou magnifico, teve curiosidade em saber qual era o cheiro dela em sua mão e não conseguiu definir ao certo por mais que tentasse.

Nunca mais se sentaram juntos ou mesmo falaram sobre o assunto, tinha sido um acontecimento único entre eles que pelo menos no caso dele, ficaria marcado como um contato íntimo inesperado, mas desejado, e logo em seguida ela arranjara um namorado que ao que tudo indicava sabia conduzi-la muito bem para o que queria e notadamente o amadurecimento sexual dela era bem diferente do seu, mais precoce.

Esse despertar acentuou-se ainda mais em relação a outras colegas de classe naquele ano e já não as via mais apenas como simples colegas de turma, tentou algumas investidas superficiais com Olga Christina e Wilma Shermann, as duas eram excelentes representantes das qualidades e virtudes femininas, porém bem diferentes entre si, Olga era alta, com o cabelo castanho ondulado e corpo esguio, praticava ginástica rítmica e mantinha o corpo em forma, seu uniforme tradicional era baseado nas roupas de educação física que seguiam o modelo tradicional da instituição e bem justas ao corpo.

Wilma era mais descontraída, a pele clara e avermelhada os cabelos loiros e frisados e estatura mediana, por volta de 1,60, destacava-se nela o amplo sorriso branco que possuía e as coxas roliças que eram impossíveis de não chamarem a atenção quando se sentava na sala de aula e cruzava as pernas. Os rapazes por opção sentavam-se sempre nas últimas cadeiras, a desculpa era a de que “As meninas vêm primeiro!”, mas o certo é que adoravam olhá-las de todos os ângulos sem serem vistos e essa estratégia sempre funcionou muito bem e por muito anos ao longo dos estudos.

Fora alguns beijos quentes e promissores, nenhum dos relacionamentos seguiu adiante, era como se todos estivessem se testando para descobrirem as compatibilidades entre si e a partir daí, seguirem em frente e darem o passo seguinte, mas raramente acontecia e mesmo que permanecessem juntos por algum tempo, o próprio colégio que era muito austero na disciplina impunha fronteiras entre a seleção dos alunos que ingressavam na instituição, portanto, a educação da maioria, notadamente apesar da curiosidade, não lhes permitia “avançar o sinal”, como se dizia na época.

Mas nem tudo estava perdido, as investidas curtas e fugazes que resultavam em beijos furtivos e intimidades superficiais mostravam-se um aprendizado útil. A diversidade lhe proporcionava uma experiência de campo única e aos pouco foi percebendo que algumas das meninas gostavam mais de umas coisas do que outras ou reagiam a determinados estímulos, umas mais ou menos intensamente do que outras.

Lembrava-se, por exemplo, que Olga gostava de ser apertada contra as paredes ou algum lugar de onde não pudesse sair com facilidade sem que para isso precisasse roçar por ele todo e de forma geral, mais tarde, essa seria uma técnica muito repetida por ele e com bastante sucesso, muito dificilmente alguma namorada se recusaria a não ser “amassada” daquela forma.

Wilma ensinou-lhe que passar a ponta da língua nos seus lábios durante o beijo a excitava profundamente e que leves mordidas no lábio inferior faziam com que ela desejasse ser beijada continuamente. O caso era que sua vida amorosa não progredia de forma linear ou continua, mas essas aventuras esporádicas eram lições muito valiosas e precisavam ser aprendidas, achou que tinha ótimas professoras para isso.

O grupo de amigos estava mais esparso e os encontros não eram tão frequentes como antes após o rompimento forçado com Rose, mas pelo menos de duas a três vezes por semana ainda arranjavam tempo para “jogar conversa fora” e atualizarem suas vidas em relação aos amigos.

Rachel voltou a ser uma presença constante nessas reuniões e numa delas, onde cada um tinha alguma coisa para fazer foram se dispersando e por esse motivo restarem apenas Rhonda sua irmã mais velha um ano, Robert que agora a namorava, além dela e David.

O casal de namorados não escondia a necessidade de ficarem a sós e mais íntimos o que os obrigou a procurarem outro lugar para poderem conversar. Não precisariam ir muito longe, os jardins das casas onde moravam eram amplos e de muros baixos, o suficiente para poderem ficar apenas encostados ou sentados sobre eles conversando. Foi Rachel que primeiro puxou o assunto;

- Você sente falta das brincadeiras do beijo David? – ela balançava as pernas encostadas ao muro onde estava sentada e que não tocavam o chão, as mãos estavam apoiadas ao lado dos quadris para que não se desequilibrasse.

- Nunca pensei nisso! Era só uma brincadeira e acho que crescemos! – ele encostado a seu lado fitava o que está á sua frente sem ver algo interessante. Respondera-lhe sem prestar atenção no assunto.

- Você já sentiu alguma coisa beijando alguma das meninas durante a brincadeira? – insistiu Rachel.

- Não que eu me lembre, até por que somos todos amigos e não vejo como isso pudesse ser possível! – Era verdade o modo como pensava e nunca vira outra coisa que não o cumprimento da tarefa designada nas regras.

- Todas nós roubávamos para podermos ser beijadas por você! – olhava para ele sem sair da posição em que estava.

- Mas não dá para enganar o jogo! Poderia ser qualquer um a beijar, não tinha como! – ele falou com admirável surpresa.

- Santa ingenuidade David! Era só dar a resposta errada na sua vez e fazíamos isso de propósito! – ela divertia-se com a visível surpresa dele.

- Hum... Nunca vi dessa forma, para falar a verdade nunca me preocupei com isso! – saiu da posição em que estava encostado ao muro e ficou na frente dela que sentada onde estava ficavam da mesma altura.

- Eu sinto falta... Beije-me David, sem ser uma tarefa... – os olhos dilatados dela imploravam pelo contato dele enquanto as mãos apertavam mais o duro e espesso muro onde se apoiava.

Ele caminhou até ela encostado os lábios levemente e retirando, Rachel ainda estava de olhos fechados quando ele se afastou e ela não deixou que fosse embora. Puxou-o pela mão que estava próxima á sua e pediu: - Beije-me de verdade David! – soou quase como uma ordem que foi prontamente obedecida.

Encostou novamente os lábios aos dela, muito macios e finos, os dois braços de Rachel entrelaçaram-se no pescoço dele puxando-o mais para perto o que a obrigou a deslizar do muro onde estava sentada para apoiar os pés no chão, o desnível de altura entre os dois era bem claro, mas não os impediu de continuarem o beijo que agora absorvia as duas línguas exploradores.

Era um bom momento para David colocar em prática algumas coisas recentes que havia aprendido, pressionou seu corpo contra o dela e o muro atrás que agora estava pouco acima de suas costas, sentiu que ela gemeu e respirou com uma dificuldade esperada, colocou a mão na nuca por debaixo dos cabelos longos e lisos e apertou a cabeça dela contra a sua. O beijo ficava mais tórrido e gostou da sensação de domínio que estava tendo sobre sua parceira.

Encaixou a perna direita entre as de Rachel obrigando a que se abrissem para ele e ali permaneceu fazendo pressão ao centro do corpo. Lembrou-se que ela lhe havia pedido um beijo sem penalização, enquanto a segurava pela nuca afastava sua boca sem deixar de morder o lábio inferior para voltar a explorá-la novamente com a língua. Rachel sentia que o calor intenso incendiava seu corpo e contraiu as coxas na segunda mordida no lábio. Precisou colocar as mãos no peito dele e fazê-lo parar.

- Deus... Como você é bom nisso! – dizia ofegante e em voz embargada com os olhos ainda febris. Afastou-se com alguma dificuldade em caminhar enquanto soltava a mão dele que ainda a segurava.

David permaneceu imóvel tentando entender o que acabara de acontecer, Rachel era uma menina linda, mas por algum motivo não via um futuro qualquer entre eles juntos e nas semanas seguintes teria razão sobre isso. Pouco se encontraram depois do beijo no muro e da demorada sensação de poder que obtivera sobre ela, e considerou que o evitava por esse motivo, não queria se envolver com alguém que apenas o considerava um amigo e dessa forma não criou maiores expectativas.

Até que um dia, já ao cair da tarde, ele e Robert foram para o apartamento onde moravam as três irmãs a desculpa que lhe foi dada é que estariam em casa sozinhas e que os pais só voltariam no dia seguinte, assim sendo poderiam assistir a algum filme, escutar musica ou qualquer outra coisa do gênero.

Inicialmente parecia uma ideia excelente até porque não havia muito mais para fazer e dinheiro para cinema ou outro evento externo não existia, nenhum deles trabalhava. Robert bateu na porta que não demorou em ser aberta e Rhonda apareceu, cumprimentou os dois rapazes, ela tinha 16 anos e não era a primeira vez em que de ficava sozinha com Rachel de 14, Robin de 13 tinha ido com os pais.

- Entrem! Estávamos esperando por vocês! – Disse animadamente beijando David no rosto e Robert na boca muito rapidamente.

Rachel sentada no sofá demonstrou surpresa ao ver David entrar pela porta e da forma como estava sentada sobre as próprias pernas no sofá acomodou-se um pouco mais ao canto. Certamente não o esperava e ao que tudo indicava, uma armadilha estava em andamento e ambos tiveram essa percepção, mas não fugiram em nenhum momento.

Ela sentiu-se pouco á vontade por estar de pijama que a deixava com uma aparência muito sensual e descontraída ao mesmo tempo, tentou olhar se não estaria se expondo demais e ficou satisfeita em ver que estava comportada. O único lugar que sobrou para sentar foi justamente ao lado dela e de Robert que se recostava no ombro de Rhonda enquanto escolhia alguma coisa para ouvirem na programação noturna do rádio. Era uma sexta feira e haveria muitos sucessos da semana naquele horário.

A conversa discorria com normalidade entre um gracejo e outro, com leves toques de humor assuntos que diziam respeito a todos e que envolviam até quem não estava presente e que consideravam essa a melhor parte. Aos poucos foi-se instalando um silêncio na sala na medida em que a noite se estendia, a estação de rádio sintonizada difundia músicas românticas e o clima entre Rhonda e Robert ficava mais intenso.

- Venha David! Vamos sair daqui antes que aconteça alguma coisa que não devemos ver! – Rachel pegou-o pela mão e levou-o para o próprio quarto, sentaram-se na cama de frente um para o outro de pernas cruzadas ainda escutando a música que vinha da sala, Rachel fechou a porta.

- Eles não param! Ás vezes fico até constrangida, agora nem poderemos ir à cozinha para beber água! – dizia em tom de reprovação.

- Bem e o que faremos nesse meio tempo? – Perguntou ele preocupado que lhes faltasse assunto em algum momento.

- Deite-se aqui ao meu lado, a cama é estreita, mas poderemos ver televisão! – Ele mudou de posição e deitou a cabeça no travesseiro enquanto ela continuava sentada tentando achar algum canal interessante, ainda que fossem poucos, com o controle remoto. Desistiu logo depois de passar pelos mesmos canais vezes seguidas. David sentia o perfume dela em todo o ambiente e ao seu lado, observou-a por instantes sem que ela notasse.

Rachel deitou-se ao lado dele e sentiu o calor do corpo do rapaz que a considerava apenas uma amiga e que lhe fizera sentir sensações múltiplas alguns dias antes, procurou manter uma distância segura, um filme sem muito interesse começava na programação televisiva, mas decidiram ver por falta do que fazer.

A cama estreita não lhes dava muita opção de posicionamento e Rachel de forma casual virou-se de lado para ele apoiando a cabeça em seu peito e jogando a perna esquerda por cima da dele, estava com a ponta dos dedos entre os lábios concentrada nas cenas que via na tela á sua frente. Ele teve a nítida impressão que ela nem se apercebera de estar sobre ele.

Rachel que não via nada do que se passava na televisão gostou de sentir aquele calor do corpo junto ao seu e ainda revivia vezes seguidas, o beijo quente recebido encostada ao muro onde tinham se visto pela última vez. Abraçou-o um pouco mais deixando que seu corpo ficasse sobre o braço dele que também a abraçava, não trocavam uma palavra que fosse imaginando que cada um estaria concentrado vendo as imagens que nenhum deles conseguia saber do que se tratavam.

Ela levantou a cabeça para olhá-lo sem tirar de cima do peito, foi apenas um movimento quase que com os olhos e deparou-se com os dele e a boca que tanto desejava, ele a beijou timidamente com receio de estar sendo inconveniente, afinal estavam os dois no quarto de porta fechada, Rhonda e Robert na sala trocando carícias e Robin tinha ido com os pais e só voltaria no dia seguinte. Estavam a sós, - “perigosamente sós!” – pensou.

O beijo não foi recusado e sim absorvido na totalidade, as pernas de ambos estavam encaixadas entre si e o corpo dela respondia aos estímulos que ele já usara contra ela uma vez e ao que se lembrava, saberia agora quais botões apertar para serem mais íntimos. O intumescimento do pênis foi quase imediato aos pensamentos em sua mente, as conversas que tivera entre os amigos especulavam como deveria ser uma relação sexual e como teria inicio, não sabia se aquele seria o momento ideal, mas poderia ao menos tentar.

Rachel soltava pequenos gemidos pela forma como ele a beijava intercalando as mordidas nos lábios com o passar a ponta da língua para aliviar a pressão que fazia neles e a sensação que ambos sentiam era muito gratificante e reciproca. Ainda deitados de lado e com as pernas entrelaçadas, a dele no meio e a dela por cima prendendo-a, pegou a mão da menina que beijava e que estava sobre sua cintura e foi conduzindo-a até que ela achou sobre seu membro teso e duro sob a calça.

Fez uma menção de retirar a mão sem muita insistência, mais por pudor, ainda que ele não a obrigasse passou a acariciá-lo por sobre a roupa. Lembrava-se de ter espiado várias vezes a irmã com os namorados no sofá trocando carícias, algumas bem explicitas, mas não escondia a curiosidade que tinha em saber que sensação era aquela que via no rosto deles quando namoravam.

Achou que poderia experimentar saber e se existia alguém que poderia lhe proporcionar isso seria David, do beijo quente e arrebatador. Procurou o botão da calça dele e desabotoou, baixando o fecho éclair que praticamente deslizou sozinho, sentiu que a virilidade de David pulou para fora quase em seguida, esteve preso e encarcerado contra vontade por tempo demais, era o que pensava, e satisfazia-se só pelo fato de notar que ele a desejava e a prova disso estava em sua mão e que agora acariciava vagarosamente em movimentos de subida e descida. Ele soltou um suspiro longo.

Ficaram trocando algumas carícias por vários minutos, que pareceram horas, mas não eram, a descoberta sexual era uma lição que demandava tempo e criatividade, e ela queria ser tocada também, ainda que ele não tivesse tomado a inciativa, mas não queria parecer vulgar, isso poderia colocar tudo a perder se ele entendesse tudo errado e pensasse que ela era “fácil!”.

Resolveu se afastar e sentar novamente na cama, ele permaneceu deitado de lado com o pênis duro e ereto de fora, era a primeira vez em que ela pegava num órgão sexual masculino e também que via ao tamanho natural.

- Venha David, tire sua roupa, não tenha vergonha! – Quero te mostrar uma brincadeira nova. Era certo que ela não tinha a mínima ideia de por onde começar, mas ocorreu-lhe que a melhor coisa era mostrar-lhe onde queria ser tocada também sem precisar dizer-lhe. Deixou a vergonha e o pudor de lado queria conhecer o corpo dele por inteiro

David tirou a roupa por completo, estava com o físico em desenvolvimento acelerado por conta da tenra idade, a musculatura começara a se formar e transparecer, era alto e agora em pé ainda com o pênis intumescido e preparado, parecia-lhe desproporcional ao restante do corpo. Rachel não pôde deixar de soltar uma exclamação perante aquela visão corando em seguida, pensou se não estaria indo rápido demais no que estava fazendo.


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